Ah, colorado. chegamos até aqui. E aqui onde estamos, ninguém jamais pisou. Nossa meta era ir aonde ninguém foi, conseguimos. A cada gol que tu fazes, Inter, eu vejo um futuro cada vez menos distante. Eu sinto uma rica prosperidade no jeito que tu comemora cada gol, no jeito que tu luta por ele, no jeito que tu nos dedica ele, ou mordendo o escudo como Jorge Wagner em Montevidéu, ou beijando o escudo como Nilmar na final da sul-americana, ou batendo nele como magrão na final da taça Fernando Carvalho, ou quem sabe simplesmente quando Rafael Sóbis carregou uma bandeira 9 vezes maior do que ele, eu me emociono. Eu sinto um gozo tremendo quando vibro teu gol, dentro do beira-rio. Eu sinto me escorrer uma lágrima a cada vídeo que eu assisto, vejo gente completamente enlouquecida, quando vejo milhares de mãos em sincronia, milhares de vozes em harmonia, quando eu vou ao beira-rio eu sinto que lá dentro, eu, tu, nós, todos ficamos diferentes. É por que lá dentro, juntos, somos mais fortes! Somos mais fortes do que imaginamos. Todos somamos um volume de um grito, todos soamos a batida de uma palma, em ritmo cardíaco. Quando 50 mil pessoas passam a ter a mesma visão, passam a sentir a mesma angústia, a mesma alegria, a nostalgia de olhar um dos melhores futebol do mundo. Quando vejo vídeos do beira-rio na libertadores de 2006, eu me fascino pelo tão grande envolvimento emocional da torcida, eu me emociono. Eu sinto uma felicidade tremenda sabendo que tem gente que mora a 500km de Porto Alegre e vai em quase todos os jogos, gente que é colorado de corpo, alma e mente, pessoas que tiram do pão de cada dia um motivo para ir aplaudir o Internacional, eu me emociono.
Um amor, Uma necessidade, um vício sem normalidade. Uma eternidade que estufa meu coração. Uma paixão que leva as plagas até o lugar mais distante, aonde ninguém foi! Naquele tempo de 2006, éramos gananciosos. Obrigado Corinthians. MUITO obrigado por nos tirar aquele Campeonato Brasileiro de 2005. Obrigado, pois tu nos despertara uma raiva, uma vontade tão grande de chegar aonde a gente nunca havia chegado: no Japão. Tu nos tiraste um pedaço de nossos corações, tu pegaste o pincel vermelho de sangue, e pintou o rosto de cada colorado. Naquele segundo semestre de 2005, cada colorado sangrou um pouco. Mas te afirmo, sangraria na bandeira para mantê-la avermelhada. Cada Rubro de porto alegre sentiu uma coisa faltando ao acordar naquela manhã de 05 de dezembro de 2005. Obrigado Corinthians. Pois neste dia eu acordei como eu nunca havia acordado. Me fiz mais colorado do que eu já havia sido naqueles meus 14 anos de vida. Tu fizeste o Internacional entrar na Libertadores com uma gana escondida no canto esquerdo de cada coração rubro, que existe ou que ja tenha existido.
Mas antes, vamos voltar no tempo. Sport Club Internacional, tua história é tão épica e tão rica. Vale a pena ser descrita. Desde a primeira vez que pisastes fora do brasil, para jogar uma copa Libertadores da América em 1976, teu centenário já existia, o teu hoje já existia, e quem diria que ganharíamos uma Libertadores exatamente 30 anos depois, quem sabe, estava escrito no destino, digo eu. E mesmo sessenta e nove anos antes de tu ganhares teu primeiro título Internacional (o torneio viña-del-mar em 1978) tu já eras Internacional, tu ja eras o Clube do Povo. Um Gigante.
Era 1969. Porto Alegre movimentando tijolos para a construção de um monumento, um sonho. Um lar. Era aí, que o Gigante transferia-se dos eucaliptos para o a beira do rio Guaíba. José Pinheiro Borba, um dos idealizadores do estádio, contribuidor de muito dinheiro e também, tijolos. Não foi a toa, que o estádio tem oficialmente o nome dele. Foi aí que o torcedor construiu a nossa década de setenta. Foi daí a estrutura para tanta glória.
Com quantos craques forma um grande clube? Ah, decada de setenta, década do nosso octa-campeonato gaúcho, do nosso bi-brasileiro, e do nosso tri-brasileiro invicto, quem diz que a viveu, se contenta. Se senta hoje e pensa, relembra os velhos tempos de Figueroa, Manga, Escurinho, Jair, Chico Spina, Dario Maravilha, Valdomiro, Adilson, Batista, Claudiomiro, Mario sérgio, Caçapava, Carpegiani, Lula, xxx e Falcão. Falcão um dos melhores jogadores da história do futebol, um cérebro em campo, um drible estonteante no pé, uma estrela sem comum, uma objetividade sem comum, e um dos jogadores mais decisivos nesta centenária jornada rubra. Década de setenta, foi uma década que nenhum brasileiro possa se esquecer do Internacional, e de sua majestade.
A década de setenta foi inesquecível para o futebol no Brasil, pois em 1971 criou-se o campeonato brasileiro. O nosso amado time, gladiador dos pampas, foi indiscutívelmente o melhor time do Brasil naquela década. Já no primeiro Campeonato Brasileiro existente, o Inter chegou nas fases finais, quando caiu diante do então campeão, atlético-MG, acabamos ficando em quinto, por uma questão de pontuação. Na segunda edição do mesmo, tiramos a terceira colocação, perdendo nas semi-finais pro então campeão Palmeira-SP. Já na terceira, o Internacional ficou em quarto lugar, atrás das potências Cruzeiro, São paulo, e Palmeiras, sendo que em 1974 também repetimos esta colocação. Chegou então o ano de
Em 1976, O Brasil curvou-se novamente ao futebol colorado, com inigualáveis 54 pontos,
Deve ter sido uma das maiores emoções, para os que viveram a década de 70, quando o Internacional chegou na semifinal da libertadores de 1977, perdendo para o atual Campeão Cruzeiro. Foi o segundo momento que o Inter chegou mais longe, na sua década de prata. Dois anos mais tarde os Colorados e o Brasil inteiro vibrou com um título épico. O Campeonato Brasileiro Invicto de 1979 do Internacional. Minha mãe teve a oportunidade de viver este momento, de ser de uma família completamente colorada, de nascer com os genótipos S.C.I., de ver os dois gols de Chico Spina, Jair e Falcão, liquidando definitivamente o Vasco Da Gama. Neste ano de 1979, chegamos onde ninguém nunca havia chegado, e ainda nos tempos de hoje, ninguém ainda chegou. Internacional, campeão brasileiro invicto 1979.
-Curvem-se todos os brasileiros ao pé do Saci! – Pensavam os gaúchos.
Ah, eu emociono só de pensar como seria viver isso naquela época, tenho certa inveja de não ter vivido estas glórias, e os que viveram e aqui não estão mais, devem ter ao contrário, inveja de mim, e da época maravilhosa que eu presencio. E digo mais: Não vi falcão, mas vi Fernandão. E então o ano de 1980. O ano que em que o tudo, e o nada aconteceu. O time dos pampas impressionara o mundo com seu título inédito Brasileiro, e entrou amedrontando cada time naquela libertadores, o Inter massacrou cada time que enfrentou, até que chegou pela frente o Nacional-URU, na nossa primeira final de libertadores. Foi o momento mais importante entre todos os 96 anos de história. Foi o auge do Saci em épocas passadas. Foi um momento memorável. Foi uma final. Oitenta mil almas lotaram o Beira-Rio de gritos, palmas, emoções, e de muito nervosismo, o inter saiu com um simples empate em 0x0 e e tudo havia ficado então para a segunda final. Foi aí que o inter sentiu medo, o medo de sí próprio. Visitamos o Estádio Centenário em Montevidéu, numa busca incessante pelo oriente, perseguida desde 1975. Estádio centenário, menor do que o Beira-Rio, e por isso abarrotado de gente, muita pressão. Dizem os sábios que era como nos dias de hoje, encarar uma
Conheci á poucos dias, uma história, de um livro que uma amiga estava fazendo. O livro contava a história de uma família do interior, a família era formada por uma mãe, um pai que estava morto, um filho, o Arthur, um garotinho de 09 anos. Sim, 09 anos. E uma filha chamada Joana, de 14 anos. Arthur foi fortemente prejudicado, no sentido de seu crescimento, por não ter o amor de pai. Porém a filha, não. A filha, que como mulher, podia conversar de tudo com a mãe, até sentia a falta do pai, mas quase nada. O filho não teve um pai para jogar futebol, video-game, atividades, e para conversar sobre a vida, falar de mulheres e de suas incógnitas. Arthurzinho não teve amigos na escola, era meio retraído, jogava futebol sozinho com o muro de trás do quintal de casa, e video-game contra a máquina. Arthur pediu a sua mãe um cachorro, para poder ter um companheiro de todos os dias, mas sua mãe não deixara por que ela achava que o cachorro ia rasgar os sofás, sujar o chão, e dar muito gasto extra. O garoto ficou então desolado, não tinha diálogo com praticamente ninguém, ficava então numa praça de perto de casa, era uma praça velha, pequena e abandonada. Nada havia lá senão bancos, grama e uma Centenária árvore, uma árvore altíssima e de enorme vigor físico. O pequeno Arthur viveu por muito tempo sozinho naquela praça pensando na vida, chegou um dia que o guri começou a conversar com aquela árvore, e a árvore lhe respondia, não em prática, mas o já crescido rapaz mentalizava uma resposta que ele acreditava ter vindo dá árvore, dizia a autora do livro, era um acontecimento sobrenatural. Arthur encontrou naquela árvore uma coisa que não encontrara em pessoa alguma, a nobreza. Arthur conversava com a árvore, ria com a árvore, subia na árvore, abraçava a árvore, amava a centenária e fortemente vigorosa árvore. Em cada vez que arthur tocava naquela árvore, ele sentia uma energia, que era só para ele, que só ele podia sentir. Uma força que ninguém sentia, ninguém naquela cidade interiorana acreditava que arthur conversava com uma árvore, as pessoas tocavam na árvore, mas não sentiam coisa sequer. Arthur foi um predestinado, foi um escolhido pela vida, ou pela árvore, para viver aquela dita loucura,ou uma jornada de amizade, que durou por toda a sua vida.
E eu como colorado – jamais torcedor - sinto a mesma coisa quando ouço, vejo ou falo Internacional. Sinto uma energia eletrizante correr pelos meus alvéolos e branqueos, sinto uma carga positiva de próton vibrar meu coração e colocar em meu cérebro uma tarefa para apenas um impulso nervoso, o sorriso. Quando vejo o rosto do pequeno garotinho, com aqueles olhos inocentes e arregalados, aquela bochechas redondas, a testa quadrada e reta, e boquiaberta, vejo nele um futuro. Sinto uma prosperidade próxima. Sinto que a perpetuação da espécie COLORADO, para mim, no dia
Cada gol que fazes, colorado, é um rubi a mais para a minha fortuna. Fortuna hoje, de cerca de 10.000 rubis. Dez mil disputados e invejados rubis.
Um amor. Um dia. Uma querência. Uma vida.
Uma noite para acordarmos de um hiberno.
Uma manhã para conquistarmos um planeta.
Cem anos para roubares nossos corações.
E Voltemos no tempo, novamente, então.
Tantas glórias, tanto triunfo, ofuscada pela dita devassidão de títulos na década de 80. Tiramos a terceira colocação em 1980 no brasileiro. No ano de 1981 o Inter caiu nas oitavas e ficou em oitavo lugar, mas o nosso título do ano foi o campeonato gaúcho. Daí então entra o primeiro consolo da década. Em 1982, O Barcelona, anfitrião da Copa Juan Gamper, que existe desde 1966 em homenagem ao fundador do clube catalão, em respeito ao clube gaúcho, que se tornara um dos clubes mais competitivos da atualidade, por tudo o que apresentara ao mundo na década de 1970, foi convidado para jogar o torneio. Na semi final, Barcelona X Internacional, cerca de 100 mil espectadores no Camp Nou, e uma novidade em campo: Armando Maradona. O segundo melhor jogador da história do futebol mundial, estreiando na partida contra nós. Mas não foram páreos. Seguramos eles nos 90 minutos, e vencemos nos Pênaltys por 4x1. Era ai. Era exatamente aí, que começava, a história daquele dezessete de dezembro de 2006, que é o dia DDD mais importante da nossa história. Dezessete de Dezembro de Dois mil e seis. Ainda em 82 nos tornamos bi-campeões gaúchos, que foi sucedido pelo tri em 83 e também pelo tetra em 84, quando o Inter foi convidado para representar a Seleção Brasileira de Futebol nas olimpíadas. Representamos bem o estilo brasileiro de ser, mas ficamos apenas com o vice. Em 85 e 86 não vencemos algo sequer e tivemos classificações pífias nos nacionais, e concluo, estes dois rápidos anos, tiraram a alegria que os colorados viveram nos 15 anos passados. Então chegara a hora de o gigante acordar. Chegara a primeira vez, de o gigante ressucitar. Em 1987 conquistamos dois torneios Internacionais, O Torneio da Cidade de Vigo(Espanha), e o Torneio Internacional de Glascow(Escócia). Por aqui, vencemos Taça Governador do Estado, e fomos vice campeões brasileiros, sendo batidos pelo Flamengo de Zico. Conquistas estas, não épicas, jamais épicas, podem não ter aquela beleza de que todos esperam ler, mas pra quem a viveu, sim, foi um suspiro. Um alívio, de anos de miséria futebolística. Em 1988 foi o Gre-nal do Século. Sem dúvidas o melhor gre-nal da história. Válido pelas semi-finais do Campeonato Brasileiro, valendo vaga na Libertadores do ano seguinte. O time da Azenha saiu na frente, no primeiro tempo, e o lateral Casemiro, foi expulso após violenta falta. O jogo estava impossível, diziam que estava perdido. Mas não, isso é Inter! Nilson não ouviu os sabichões que acharam que tudo havia acabado antes do final, e provou o contrário. Porém o Inter acabou repetindo o Vice-Campeonato Brasileiro. Todos estavam eufóricos, nosso adversário na final era o Bahia, o clima era de soberba e festa. O Bahia surpreendeu o Brasil. Sim, surpreendeu mais o Brasil do que o próprio Internacional. Foram os legítimos campeões brasileiros. Este vice doloroso e inesperado nos tirou algo que estava vindo aos poucos. A torcida. A impaciência. Passamos a querer o diferencial. O Inter passou a fazer o diferencial. Como um rascunho de 2005 e 2006 com Corinthians & MSI, o Inter recebeu forças, da qual os remetentes eu não sei, e nem almejo a informação, e entrou naquela Libertadores convicto. Não tínhamos o melhor elenco, nem o melhor jogador, mas tínhamos uma coisa fortalecida por anos. A Gana, que fez-se despedaçada diante do forte Olímpia do Paraguai, que nos tirou da final continental daquele ano de 1989. Como havia afirmado em um texto não muito distante, no futebol existem apenas 3 coisas que definem um resultado: O nível tático/técnico, a vontade de vencer(num conjunto), e a sorte. Um clube legítimamente campeão, deveria então armar-se disso por todos os jogos de um campeonato. Um dos três o Internacional infelizmente não possuía o suficiente, para ser campeão.
E como também já exclamei, se assim aconteceu, é por que assim está certo.
Fomos vencer algo de novo, no ano de 1991, foi desta vez o Gauchão e a Copa do Estado. Era Noventa e alguma coisa, não lembro com exatidão por que não me diz respeito, mas certos torcedores em Porto Alegre entravam em festejo, a volta para a primeira divisão do futebol brasileiro. O gigante, o nosso gigante com seu olhar distante e alto, ensinua então: "Tu subiu? Eu nunca caí!", e mais: "Posso ser saci, ou até macaco, mas e daí? Eu nunca caí pra segunda e nunca paguei pra subir!". Em 1992 o Bi-campeonato gaúcho, a Copa Wako Denki (Japão) e a nossa Copa do Brasil. Por mais inexpressiva, fácil em comparação com o resto, a Copa do Brasil valeu, e valeu de muito, pois foi o que exigiu-nos a parte que hoje nos torna colorado, a paciência. Foi o que encobriu uma década de coisa pouca, e nos fez respirar novamente, mesmo que por túbulos de hospital, conseguimos respirar. Depois em 1994 retornamos a liderança gaúcha, e fomos também campeões do Torneio Beira-Rio, e desde aí até 2001 conquistamos apenas o Torneio Mercosul em 96 e o gauchão em 1997. Mas 1997 não ficou apenas nisto. Aconteceu o Gre-nal dos 5x1. O nome do jogo foi Fabiano. Cruzamento de Enciso para Christian. 1x0. Após grande roubada de bola pela esquerda, entrando em profundidade, invadiu a área, tocou pro meio, e o Sandoval livre tocando pras redes. Fabiano marcou o terceiro, o quarto e o quinto foi do Marcelo, com passe de Fabiano. Uh, Fabiano! E não esquecendo da amargura de 99, quando Dunga entrara pra história por nos livrar de uma terrível enfermidade, da qual cada torcedor, que assistiu aquele Inter x Palmeiras, saiu dali duas vezes mais colorado do que já era.
Esta foi a época! Mas não se preocupe, colorado. Um gigante por mais que durma, nunca perderá sua grandeza. Disto podes ter certeza. Absoluta certeza.
Após uma separação, muitas vezes ao acordarmos, nos vemos longe daquilo que nos torna mais homem do que outros homens. Nos vemos carentes de presença feminina, e da visão do mundo que dali acompanhado, já te via com outros olhos. Com o Inter não foi diferente. Amanhecemos cada ano, daquela década, sem o pedaço que nos completava: as taças – por mais que pequenas ou inexpressivas que fossem – de cada ano. Mas eu sabia, havia uma explicação. Existe uma explicação. A explicação aconteceu nos anos Dois Mil. Felizmente estou vivo, presente, contente e respiro sozinho, suficientemente! E não se inquiete colorado, sua hora está chegando. Vais ver que o que nos fez ser Internacional - a paciência -, nos fez mais do que torcedores. Nos fez os colorados que somos. E se o Internacional não existisse? Teríamos de ser torcedores. Aí então seria triste, muito triste. Se eu colorado hoje eu não fosse, eu de nada seria- ou valeria-.
No primeiro ano do milênio, o Internacional ficara neutro, escondido. Aguardando o seu segundo momento para acordar de um hiberno. Parecia tudo prólogo, familiar. Em 2001 o Inter foi Bi-Campeão do Torneio Viña del mar – Chile, e em 2002 fomos super-campeões gaúchos, mas não podemos nos esquecer de Mahicon Librelato, que nos fez colorado, não duas, mas três vezes a mais. Librellato é lembrado até hoje, não por ser o melhor jogador daqueles tempos, mas por que entrava em campo, e jogava com a alma. Ele, repito, ele, foi o diferencial. E ainda continuo achando que Librellato continua entrando em campo, após de morto. Pois seria um pecado divino sua alma libertadora de vidas e aplausos, ser acorrentada em um canto qualquer. Sua alma libertou outras almas também. Seu espirito contagiou uma nação. Seu instinto nos fez chorar, e ao mesmo tempo sorrir.
Só não agradeço igualmente a Dunga, por que ele não foi o diferencial. Pelo menos é o que me têm dito. Afirmam o time na época fez burrada em contratar o então um pouco contestado meia Dunga, que então comandou uma defesa que tinha como chapéu contra chuva, uma peneira. Querendo ou não, ouvi relatos de que ele foi um dos grandes culpados pelo mal retrospecto pelo Inter no ano, se não fosse suas cagadas, o Inter nem correria risco de rebaixamento(Sim, eu tinha seis anos.). O gol de cabeça que ele fez, aconteceu. E aconteceria com o jogador que estivesse ali, naquele momento, ou momentos depois. Por que a história assim um dia foi escrita. E como sempre, se assim aconteceu, é por que assim estava certo. Mas Librelato? Librelato comandou o ataque do time o ano inteiro, entrava para dar o seu máximo, em cada lance, em cada dividida, para ele, quando tratava-se de Internacional, não havia bola perdida. Librelato, obrigado, novamente, muito obrigado, pela nossa dignidade nesses 100 anos que temos.
Rio Grande do Sul, povo gaúcho de apenas um estilo. Povo histórico, tradicional, se entrega por inteiro, uma tradição. Á galope dá o trote para um novo raiar. Erva, cuia, chimarrão. Carne, crenças, Pampas. Missões, Campanhas, e muito futebol, muito e muito futebol.
Não podemos entregar pros homens, de jeito nenhum.
Somos todos brasileiros do Rio Grande do Sul.
Não está morto, quem peleia, quem ainda peleia.
Teu povo, no dia XX de dezembro de 2002, armou-se contra tudo e contra todos. Teu povo decidiu lutar por ti, Gigante. Gigante,
Chegou então 2003, e o tempo de sono estava terminando. Que tensão.
Fomos Bi-campeões gaúchos e Tri-campeões gaúchos seguidamente em 2004, contra XV de novembro e Ulbra-canoas, respectivamente.
Está chegando a hora. O gigante boceja de sono, mas acorda. Acorda de um sonho não muito agradável, mas acorda. Após longos e árduos trabalhos gauchescos, como um rolo compressor, de 1940 á 1955, foram 15 edições e 12 títulos gaúchos. Época de Rolo Compressor. Não encontrei muitos registros dessa época histórica, e pelo que tudo me leva a crer, disputávamamos apenas o gauchão, naquela década de 40, os gauchões foram de 1940 á1945, 1947 á 1948, 1950, á 1953, depois o de 1955. E de 1969 á 1984, novamente 15 edições e 12 títulos gaúchos, sendo octa-campeão na nossa década de prata.
Nasce então, nos anos dois mil, a década de ouro. O gigante reacordara pela segunda vez, em 2005. Pois como gigante que é, merece um confortável descanso. Tudo o que o gigante deixou de fazer, no seu hiberno, fez, em 2005, fez. Fernando Carvalho, resolveu acordar, e ao seu lado Vitório Píffero, o ajudou a reeguer o Gigante chamado Internacional, novamente. Segundo semestre de 2004, nascia um nome, Fernando Lúcio da Costa. Homem goiano de grandes cabeleiras, sorriso ofegante, alta estatura, testaços liquidantes, histórico, bom currículo e personalidade. Ele é o teu amor, torcedor colorado. Ele é o teu ídolo supremo. Sem dúvidas. A esposa dele que me entenda, mas ele teve um caso de amor com o Internacional, com a torcida colorada. Ele, após longa conversa com o outro Fernando mais importante da nossa história, reforçou o time no campeonato brasileiro de 2005. Aí nascia a trajetória de um ídolo. Desde seu primeiro gol pelo Internacional, o gol mil em Gre-nais, Fernandão é o que é. Daí então foi um título moral brasileiro, com direito a golaço dele, chapéu no defensor no Coritiba, e bicicleta no canto esquerdo do goleiro, um Gol de Placa, como varios outros que ele fez que merecem ser emplacados. Gols, não de técnica genial ou pura habilidade, mas gols humildes, gols que tiveram uma enorme parcela de luta por lado dele. Fernandão foi o homem que fez o gol, que rebaixou o nosso co-irmão da azenha, de volta para a segunda divisão. O homem de gols importantes, e de jogadas importantes. E novamente, Obrigado Corinthians, foste o grito que acordou o Gigante. Foste o ser que encostou no Gigante, e fez-o acordar. Foste a faca que cortou o gigante, para lhe fazer crescer ainda mais o espírito e a força de vontade, jorrando um ano de garra sangrenta, pelo corte feito. Foste o adiamento dos nossos festejos de superioridade. Foi de ti, Corinthians, que quase tudo isso começou. Digo quase, por que acredito no coloradismo, no espírito de confiança e de luta de Fernando Carvalho desde muito antes de 2005.
O Inter decidiu naquele ano, que para ser campeão, teria de passar primeiro pelos juízes, depois por si próprio, para aí sim pensar no adversário. Ou quem sabe tudo ao mesmo tempo. Fernando Lúcio da Costa, Fernando Carvalho e Abel Braga. Os maiores nomes do Internacional. Abel Braga (e Paulo Paixão), os responsáveis pelo time ganancioso, os responsáveis por encorporar nos jogadores um espírito de garra, e de que não existe jogo perdido. São os maiores responsáveis por tuas alegrias presentes, colorado. Tenho muita gratidão á estes homens. Foram os que marcaram a geração de ouro, deste clube que hoje completa 100 anos de glórias. Cem anos de quimeras, triunfos, e feitos inigualáveis. Afinal, qual clube brasileiro que completou 100 anos, com 3(leia-se quatro) Campeonatos Brasileiros, nenhum rebaixamento, 38 Estaduais, uma Tríplice Coroa Internacional, formada por uma Libertadores da América, Mundial INTERclubes e Recopa Sul-americana, depois uma Dubai Cup, e uma copa Sul-americana sendo assim, Campeão de Tudo. Qual clube foi campeão de tudo, em 100 anos? Apenas nós. O Sport Club Internacional. O gigante. Curvem-se terráqueos, o possuidor de todas as estrelas está aí. Está chegando. Está acordado e bem alimentado. Está armado com clavas e espadas, e protegido por escudos de braço e pelos seus milhoes de seguidores. Cuidado, povo brasileiro, muito cuidado, o Gigante está chegando novamente, mais ganancioso do que ainda já fora um dia. O Gigante, povo brasileiro, quer te governar, quer retomar a liderança do que um dia já foi dele, incontestávelmente dele, e do seu infinito povo seguidor.
Em 2005, infelizmente, uma injustiça aconteceu na justiça. A Justiça Desportiva. Mas são coisas que não merecem ser lembrados. São dias para serem colocados no papel, e tomar como lição, para entrar lá e fazer o dobro. O dobro do que foi feito antes.
Chegamos em 2006, num clima tenso. Até o final de Dezembro de 2005 ainda haviam rumores de que a justiça ainda pudesse nos conceder o título, apesar de ser impossível, eu acreditei. Acreditando na origem da palavra justiça, eu acreditei, e fui infeliz. Então entrei em 2006 acreditando dobrado. Fui feliz. Foi o ano, digamos, mais feliz da minha vida, e da vida do Gigante, também, e da de todos nós, seguidores, também. Foi o ano em que pudemos soltar um grito que nunca possuíamos permissão. Passamos a poder pisar em qualquer metro quadrado do planeta. Água, Terra, Ar, não sei. Dá-se um jeito. Somos colorados, e não meros torcedores de times quaisquer.
Nunca me esquecerei da noite em que vi Sóbis silenciar o Morumbi. Eu estava em casa, no meu quarto, longe da família. Eu havia passado a Libertadores inteira indo em um bar perto de casa ver os jogos, com 3 pilas no bolso, e tiveram dias que eu não tinha mais pilas. Eu passava sozinho no quarto dos meus pais, escutando os jogos no radinho a pilhas, e ao mesmo cantava as musicas da popular, que eu ouvia em mp3 todo o tempo.E foi assim que eu passei a minha Libertadores, lembro como se fosse semana passada. Foi memorável. E chegando na final não poderia ser diferente, a família toda na sala e eu querendo cantar as músicas. Tive de ir pro meu quarto assistir. Pendurei a bandeira branca do inter que eu tinha embaixo da TV, assisti o jogo em frente á ela, de pé, pulando, e cantando os cantos, e em certos momentos eu também batia palmas, no ritmo musical. Valeu a pena, Já no segundo tempo, Edinho recebe pela intermediária, lança sóbis que no meio de dois, dá uma ginga estonteante e executa um primário chute perfeito, no canto de Rogério Ceni. Me abraçei demais com a minha mãe, no corredor entre a sala e o meu quarto, fomos diretamente nos abraçar. E isso foi só o começo. Logo, minhas energias estavam se esgotando, mas eu continuei a pular. E acredito que os jogadores fizeram o mesmo, por que isto trata-se de Internacional. Logo depois Jorge Wagner levanta na área, Fernandão arruma de cabeça pro meio, Tinga cebecea na trave e a bola vai-se toda para os pés de Sóbis, o predestinado, que mandou para as redes e foi comemorar com a torcida. A Euforia. Quase me atirando da janela de tanto berrar, fui novamente ano corredor, e pulei em círculos abraçado nela, chorando e gritando extensamente: Êhhh, gol! Gol! Gol!
Eu sabia que eu não poderia desistir, não poderia parar de cantar e pular, mas parei, por pouco menos de 1 minuto, mas parei. Logo depois como toque de mágica, o São Paulo faz um gol de cabeceio quase de fora da área, fiquei tenso, e aprendi uma lição: quando acredita-se numa coisa, e a fazemos, devemos fazer por completo. Sai depois disto, desconfiante, com aquele sentimento de que ainda não acabou, mas não entenda que eu parei de acreditar, acreditei desde o início dos tempos, depois disso fui dormir tranqüilo com um feito, até ali, épico, pelo Internacional. E a semana do 9 de agosto ao 16, que semana, foi interminável. Para muitos que achavam que já estava terminado, não deve ter sido tão difícil. Pois para mim foi, o relógio parecia funcionar em anti-horário, e eu crente, não me neguei a ti Internacional. Neste mês de 9 á 16 de agosto, eu usei por todos os dias, uma ou duas peças do Inter, e obrigado, Rafael Sobis, foi uma semana épica.
Eu fui um dos teus, Gigante. E continuo aqui, como sempre continuarei ao seu lado, sendo apenas mais um de teus seguidores. Suportamos a espera com certo humor no rosto rubro, um nervosismo na expressão tensa, e uma esperança no gesto largo, as milhares da almas que estiveram com o Gigante, não foi em por nada.
“Colorado colorado, nada vai nos separar, somos todos teus seguidores, para sempre eu vou te amar.” Era simples e uníssono. Parecia a única frase que saía de nossas goelas. Eu só ouvia isto. E Fernando Carvalho? Campanhas de “Agora é Guerra!” e “Queremos a sua presença na final da Libertadores, o Inter precisa dela, o Inter precisa de seu grito”. Foi nestes tempos, que eu seguia a risca o que ele dizia, eu me tornei um ser ainda mais fanático, por causa dele. Chegou a final do Beira-Rio, eu implorando para que fossemos, e não deu, tivemos de ir assistir no bar “Copão” da Lima e Silva. Foi novamente inesquecível. Terminado o jogo, subi na cadeira e na mesa e comecei a bater no teto, vendo a imagem do juiz apitando o final de jogo, vários copos foram-se ao chão, num vibrar desprovido de atenção. Um impulso. Copos caíram pelo bar inteiro, sorte que eu não quebrei, apenas derrubei o copo seco em cima da mesa. Aqueles foram copos que não quebraram em vão.
Os 3 nomes que citei á pouco, foram os grandes responsáveis por isso. Três pessoas que me deram Carro, Navio e Avião. Passei a poder fazer o que eu quisesse, em qualquer que fosse o espaço. Foram eles! Foram. Ou não? Quem sabe. Depende do ponto de vista. O meu, vocês sabem.
Apenas quem diferentemente de mim, viveu as décadas de 1980 e 1990, sabe o quão alto seu grito pôde ecoar em 2006.
Só quem já dormiu sabe o que é acordar.
E quem dormiu, acordou disposto e forte, não é mesmo Gigante?
Dia
“-Chegou a hora, chegou o tão sonhado momento, chegou contra uma equipe que tem defeitos, sim, que são seres humanos acima de tudo, porra, e que a gente tem qualidade, a gente chegou aqui não foi por pára-quedas, ninguém chegou aqui por acaso, pô, ninguém ganhou no sorteio a classificação pra vim jogar essa final, ganhou com muita luta, com muita determinação, com muita vontade, com muita do-a-ção dentro de campo, um quando olhava pro outro lá dentro, pô, e, pô, lembrar o que o Edinho acabou de falar aqui oh, lá dentro dá o máximo, o máximo, só que aí a gente vai ver que na hora que a gente tiver chegando no máximo ainda a gente pode dar mais um pouquinho, pô, então vamo lá e vamo fazer isso, pô, vamo lá dentro e vamo sair daqui CAMPEÃO!” - Fernando Lúcio da Costa, o Capitão Mundo."
Magnífico. Meu maior Ìdolo. Mas quem roubou a cena, naquele momento no Inter não foi o veterano Fernandão, foi o pequenino Alexandre. Jogador tido como a nova promessa do futebol brasileiro, encantara o país com um jogo genial contra o palmeiras, em goleada de 4x1, ele fez o bastante para entrar de titular nos dois jogos do primeiro mundial de clubes do Internacional. Esse aí é o cara. Foi o que nos deu um alívio da ausência de Sóbis e Rentería. Foi a esperança de genialidade que reinou nossas mentes, naquele dezembro do ano de ouro. Foi a embaixadinha com o ombro, o primeiro gol em um mundial, um chute que era quase meio gol. A confiança nele foi tanta, que o pequenino rapaz não agüentou a pressão. Te prepara Barcelona, aí vem o colorado! Pato acabou não fazendo o esperado e saiu com cansaço no segundo tempo em Yokohama. Entrou Luiz Adriano. Índio leva um cotovelaço, tomba na área, nariz quebrado, atendimento e indecisão, mas não, lembrem dos dizeres de Fernando Carvalho "Agora é guerra!". Logo depois Fernandão tomba, sente câimbras, e substituição, Entra Adriano Gabiru. Foi aí, neste momento que o mais apaixonado de todos os colorados, perdeu seu extinto. Taxou Abel Braga de burro e entregador. Era aí que consistia o engano. Logo depois Adriano magicamente lança a bola para o fundo das redes, fazendo o gol do nosso maior sonho. Foi inesperado. Me perdoe, Gabiru! Foi inesquecível. Foi colorado, e só quem é colorado, sabe o que foi isso. Só quem já sofreu, sabe o que é sorrir, terráqueo, só quem já sofreu. A jornada - a guerra - que começara na Copa Juan Gamper, em 1982, terminava ali. Dia
E gigante, agradeça-nos. Guerreamos novamente ao teu lado.
Este ano eu me tornei 97 vezes mais colorado do que eu já fui um dia.
Eu cresci, e evoluí. E percebi que não precisa acontecer um Dois Mil e Seis todos os anos, para eu ser mais colorado a cada momento. Entendi o que é ser colorado, e não torcedor. Entendi, e por isso sou um feliz e escrevo todo este longo texto. Sou um feliz. Sou um colorado. Um feliz.
E gigante, independentemente do que tu ganhares ou deixares de ganhar, todos os que vierem a te seguir, verão aquela estrela maior, ali no destintivo, e vão saber da grandeza das terras onde tu chegaste. Onde apenas gigantes podem chegar. Onde o amor que nos rodeia é a semente que foi plantada, e germinará ainda pela geração da eternidade. Os que virem aquela estrela - a maior - por sobre três letras, terão a certeza de que escolheram o time certo. Terão a dignidade de serem colorados, e não torcedores. E além de tudo, teus seguidores, Gigante, e teus guerreiros. E são por estes e outros motivos, que fomos aonde ninguém foi.
Povo gaúcho, 2006 terminou! - Enquanto uns festejavam, outros ficavam cabisbaixos, ao saber desta notícia.
Chegou 2007, época de uma boca grande, de tanto gritarmos. Foi-se o tempo de gritar, e chegou o tempo de a guerra continuar. Felizmente não entendemos isso. Felizmente! Felizmente fizemos nosso grito durar mais do que podia. Gritar, naquele tempo, nos contentava a felicidade interna, lutar não era mais preciso, quem até a metade de dezembro de 2007 possuía todos os poderes. Um Gauchão jogado com clima de já ganhou. Quem ganha do melhor time do mundo, ganha de qualquer um, não é mesmo? Talvez.
Cada jogo é um jogo. Cada campeonato é um campeonato, e cada um, de cada, tem sua importância. E naqueles meses pós-mundial, o que era um estado, para quem possui todos os países? Não foi uma perda agradável, mas não sentimos nada. Não estávamos nem aí. O Inter ainda era o melhor time do mundo. Chegamos na Recopa, novamente com Alexandre pato, que marcou dois gols, nas duas finais, e decretou um jogo histórico naquela Recopa Sul-americana. Ah, que momentos. Só de ver a bola no pé de Alexandre, eu previa um gol, e acertava na maioria das vezes. Infelizmente fora negociado para o Milan, e tomou seu rumo novamente para ser bi-campeão mundial, contratamos Guinazú e Magrão, e mais alguns. Até aí, 2007 terminou. Alexandre Pato foi o cara que supriu as ingenuidades cometidas pelo time ao longo do ano, com seus gols.
O Inter terminou este ano, com mais que um título, se entitulou o dono da Tríplice Coroa.
Chegou 2008, campanha inigualável no Gauchão, chocolate histórico no Juventude por 8x1, com direito a gol de goleiro. Campanha duvidosa na copa do Brasil, e então nos perguntamos, onde está aquele time Campeão Mundial? Fernandão estava indo embora, Iarley também. Sobrara apenas Índio, Clemer e Alex, do ano de ouro. A torcida pede a cabeça de Abel Braga novamente. Tite nos recebe em décimo sexto, no Brasileirão, em prol da tarefa de nos pôr fora do Brasil, pela Libertadores, no ano do centenário, Tite falhou, mas nos deu uma Sul-Americana, aí foi a segunda vez, que chegamos aonde ninguém nunca chegou. Feitos incomuns, inalcançáveis. Terminamos 2008 com o melhor presente de todos, a América. Sport Club Internacional, o primeiro brasileiro campeão da Sul-americana.
Quero teu escudo e bandeira, Inter, no meu caixão. Ultimamente temos nos rotulado "Mortais". E nunca um mortal, fecha os olhos. Se dorme, não importa, nunca os fecha. E colorado, se jogasses no céu, eu morreria para te ver. Mas como tu nunca morresto, cumpro minha trajetória daqui do planeta dos macacos. Inter, alguns amores matam, o teu me faz viver. Eu nunca me esquecerei, dos dias que passei, contigo INTER. Obrigado colorado. Obrigado, gigante e centenário Saci. Obrigado pelas travessuras que fizestes com os outros times, estes anos todos. Obrigado gigante, pelas noites mal-dormidas, pelas glórias e conquistas, pelas vitórias dedicadas, pela raça de todo dia,e pelo futebol de encher os olhos. Obrigado Rentería, por encarnar no teu coloradismo, o nosso mascote. Obrigado, Fernandos, por botarem o Inter, no lugar de onde sempre mereceu estar, no topo do mundo. Parabéns torcida colorada, tu tornaste o clube de excluídos jogadores da Av. João Pessoa, no oitavo clube com maior número de sócios do planeta. Tu ergueste o Beira-Rio com os tijolos de suas chácaras. Tu, colorado, querendo ou não, sócio ou não, fez e faz parte do Internacional. Tu colorado, sinta orgulho, orgulho do que tu és, e do que tu não torces, mas sim, peleia, como guerreiro que tu sabe que és. Somos todos cobridos por um amor, somos fortes, muito fortes, quando somos apenas um.
E como já dizia a bíblia: "Serás Inter! e em 100 anos, nada lhe faltará".
Nosso corpo existe desde a nossa criação
Mas a nossa alma, existe desde 1909.
E se o céu é azul, o inferno é meu destino. O planeta dos macacos. O inferno dos macacos.
Hoje é dia 31 de março, são
Viva o Gigante. Viva o Saci. Somos um amor incondicional.
Parabéns então, Centenário Sport Club Internacional.
Lucas Pitta Klein
31/03/09
