quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fim ou início de ano?

É hora de renovar o sonho. Respirar mais profundamente aquele ar de perseverança, aquela esperança de que tudo vai melhorar. De que no mundo o sangue não sairá das veias, que a bala não sairá da arma, de que a comida entre na boca, de que o céu não seja mais teto, de que o dinheiro seja suficiente, de que do ódio brote amor, e do amor, carinho. E do carinho, sorrisos. E dos sorrisos, felicidade.

É hora de botar em prática o que já foi traçado. É hora de agir e não de pensar. É hora de provar, e não estudar. É hora de ser, e não de parecer. É hora de fazer, e não de torcer para que aconteça.

Chegou o momento de acordar daquela velha e antiga vida. De renovar os ares. Trocar as cores das paredes. Decorar as janelas da alma. Fazer do mundo á nossa volta, uma coisa mais agradável. Evolução.

O relógio não pode parar. O relógio não pode parar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LLUA

Ainda menos que teu sorriso
Brilham as rosas petulantes
Brilham mais ainda
Do que antes

Resplandece o céu de imensidão inalienável
Um séquito de incontestáveis semblantes
Muito mais belos
Do que antes

A luz da lua corre afável pelas nuvens
Triste. Que triste é a noite sem tua luz.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

De que adianta?

Diminuido pela minha fraqueza
Caminho de encontro a um horizonte
Que meus olhos não conseguem enxergar
Eles atentam ao hoje, mas um hoje distante.


De que adianta viver sem estar vivo?

E de que adianta sorrir
Sem nunca ter sofrido?

sábado, 27 de março de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Remorso

Queria ter podido
registrar os momentos
em que estive perdido
e em que o sol foi único

Cadê a minha câmera digital?
Cadê o tempo que não volta?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Atrás das grades

A cidade anda
O tempo não para
A gente corre, luta
Os carros voam
A vida,sim, é rara

Tudo é monótono
Todas as coisas
Do mundo
São irrelevantes
(não as posso ver!)

Minha vida
Passa despercebida,
Afastada
E dolorida

Meu ser condenado
Inóspito e cansado
Chora a falta
De liberdade

Minha alma,
Trancafiada,
Rodeada

Pelos 4 cantos
Não vê libertação.
São as correntes do coração

Ao amanhecer
Olho para a janela quadrada
O sol ultrapassa as fendas
E penetra em minha retina

E onde há sol, há esperança.
Onde há luz, há sonho.
E onde há sonho, há esperança.
E onde há esperança, eu estou.

Já fiz questão
De não mais

Contar o tempo
Em minha mente

A liberdade, sim
É questão de tempo
Mas, como eu

Odeio a liberdade!

Quando ela vier

Poderei viver,
Poderei ser
O que eu quiser ser

Poderei sorrir,
Poderei chorar,
Poderei sentir
Coisas novas

E pela minha simples
Falta de controle
Hei de pecar
E de ser preso novamente

E lá estarei eu
Novamente
Atrás das grades
Como um animal
Como um bicho
Grotesco e errôneo,
Cintilando a figura
De algo que nunca fui.

O pior da liberdade
É podermos ser
Presos, a qualquer
Momento.
É podermos fazer
Ao invés de termos esperanças
É concretizarmos
Ao invés de termos sonhos
É agirmos
Ao invés de pensarmos
A liberdade é o constrangimento
Dos preguiçosos e covardes.

Eu posso ser liberto
Milhares de vezes
Mas nestas milhares de vezes
Eu fui sendo preso, uma a uma

E do que adiantou?
Sempre serei um condenado.
Sempre hei de estar preso
Quando estiver apaixonado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Saudades


Sinto saudade de você
Sinto saudade... das coisas
que não pude lhe dizer

Sinto saudade dos momentos
que poderiam ser vividos
por nós, e não foram

Sinto saudades do que virá, incrivelmente
Sinto saudades... do que não senti
Eu próprio, sou aquilo que perdi.

Ó, necessária solidão
por escolha
e por intenção.
Gira por entre os caminhos
Instala tua momentânea dor
em outras veias
senão te mato!

Porquê?

Por que tem
De ser sempre assim:
Eu sempre aqui livre
E tu nunca disponível para mim!

Todo esse tempo andei pensando
Será que fostes feita para mim?
Já chegou o pôr do ano
Será que este é o fim?

Os estudos me preenchem o vácuo
Os segundos, Longe do seu jeito terno
Nada mais que segundos, longe de ti
Não são mais apenas segundos, são momentos eternos.

Dizem-me eu ser guerreiro
Mas guerreiros não temem a escuridão
Eu temo, eu temo a todo instante
Tenho medo de perder o seu coração.

Em meio a frágeis
Versos de esperança
Me escondo em palavras
E me iludo em lembranças

Recordações de um futuro
Não muito distante
Sinto ainda mais saudades
Do que não vivemos antes

Já se passou tempo
Um ano e meio já completou
Meu amor é matemático
Apenas positivamente multiplicou

O rei do amor ingrato.

O rei do amor ingrato

Ele ama num primeiro olhar
E ao mesmo tempo que ama
Odeia quem não gostar.

Ele ama por causa de um gesto
Por causa de um nome,
Ou de um sorriso
Ele ama não por qualquer coisa
Ama pelo simples amar

Ele ama pelos atos (tão espontâneos)
Dos dias felizes e pela gratidão
Ele ama pelo fluir da vida
Ele se encanta pelos olhos do coração

Ama, mesmo que doa, mesmo que pese
Ama, mas só ama amor que se prese
Ama, mas ao mesmo tempo, se doa
Sofre, chora, esperneia
Sente um sentimento de união

Ele é de ferro, é indestrutível
Nada poderá combatê-lo
Nem a física, nem a química

Ele ama, sem ser compreendido
É o rei do amor ingrato
E a estirpe da dor em pessoa
É capaz de amar mesmo sem ser amado

Egocentrismo

Teu olhar não tem que ser envolvente
Nem brilhante e nem terno
Teu olhar não tem que ser quente
Nem frio, nem indiscutível

Teu olhar não tem que ser lindo
Nem forçado, nem triste
Nem ser sincero, nem sensível
Nem sensato ou simpático

Teu olhar, tem apenas que ser meu.