segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O rei do amor ingrato.

O rei do amor ingrato

Ele ama num primeiro olhar
E ao mesmo tempo que ama
Odeia quem não gostar.

Ele ama por causa de um gesto
Por causa de um nome,
Ou de um sorriso
Ele ama não por qualquer coisa
Ama pelo simples amar

Ele ama pelos atos (tão espontâneos)
Dos dias felizes e pela gratidão
Ele ama pelo fluir da vida
Ele se encanta pelos olhos do coração

Ama, mesmo que doa, mesmo que pese
Ama, mas só ama amor que se prese
Ama, mas ao mesmo tempo, se doa
Sofre, chora, esperneia
Sente um sentimento de união

Ele é de ferro, é indestrutível
Nada poderá combatê-lo
Nem a física, nem a química

Ele ama, sem ser compreendido
É o rei do amor ingrato
E a estirpe da dor em pessoa
É capaz de amar mesmo sem ser amado

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