A cidade anda
O tempo não para
A gente corre, luta
Os carros voam
A vida,sim, é rara
Tudo é monótono
Todas as coisas
Do mundo
São irrelevantes
(não as posso ver!)
Minha vida
Passa despercebida,
Afastada
E dolorida
Meu ser condenado
Inóspito e cansado
Chora a falta
De liberdade
Minha alma,
Trancafiada,
Rodeada Pelos 4 cantos
Não vê libertação.
São as correntes do coração
Ao amanhecer
Olho para a janela quadrada
O sol ultrapassa as fendas
E penetra em minha retina
E onde há sol, há esperança.
Onde há luz, há sonho.
E onde há sonho, há esperança.
E onde há esperança, eu estou.
Já fiz questão
De não mais Contar o tempo
Em minha mente
A liberdade, sim
É questão de tempo
Mas, como eu Odeio a liberdade!
Quando ela vier Poderei viver,
Poderei ser
O que eu quiser ser
Poderei sorrir,
Poderei chorar,
Poderei sentir
Coisas novas
E pela minha simples
Falta de controle
Hei de pecar
E de ser preso novamente
E lá estarei eu
Novamente
Atrás das grades
Como um animal
Como um bicho
Grotesco e errôneo,
Cintilando a figura
De algo que nunca fui.
O pior da liberdade
É podermos ser
Presos, a qualquer
Momento.
É podermos fazer
Ao invés de termos esperanças
É concretizarmos
Ao invés de termos sonhos
É agirmos
Ao invés de pensarmos
A liberdade é o constrangimento
Dos preguiçosos e covardes.
Eu posso ser liberto
Milhares de vezes
Mas nestas milhares de vezes
Eu fui sendo preso, uma a uma
E do que adiantou?
Sempre serei um condenado.
Sempre hei de estar preso
Quando estiver apaixonado.
Por que tem De ser sempre assim: Eu sempre aqui livre E tu nunca disponível para mim!
Todo esse tempo andei pensando Será que fostes feita para mim? Já chegou o pôr do ano Será que este é o fim?
Os estudos me preenchem o vácuo Os segundos, Longe do seu jeito terno Nada mais que segundos, longe de ti Não são mais apenas segundos, são momentos eternos.
Dizem-me eu ser guerreiro Mas guerreiros não temem a escuridão Eu temo, eu temo a todo instante Tenho medo de perder o seu coração.
Em meio a frágeis Versos de esperança Me escondo em palavras E me iludo em lembranças
Recordações de um futuro Não muito distante Sinto ainda mais saudades Do que não vivemos antes
Já se passou tempo Um ano e meio já completou Meu amor é matemático Apenas positivamente multiplicou
Ele ama num primeiro olhar E ao mesmo tempo que ama Odeia quem não gostar.
Ele ama por causa de um gesto Por causa de um nome, Ou de um sorriso Ele ama não por qualquer coisa Ama pelo simples amar
Ele ama pelos atos (tão espontâneos) Dos dias felizes e pela gratidão Ele ama pelo fluir da vida Ele se encanta pelos olhos do coração
Ama, mesmo que doa, mesmo que pese Ama, mas só ama amor que se prese Ama, mas ao mesmo tempo, se doa Sofre, chora, esperneia Sente um sentimento de união
Ele é de ferro, é indestrutível Nada poderá combatê-lo Nem a física, nem a química
Ele ama, sem ser compreendido É o rei do amor ingrato E a estirpe da dor em pessoa É capaz de amar mesmo sem ser amado