segunda-feira, 2 de março de 2009

DEFINIÇÃO DE SER COLORADO!

Como posso eu dizer o que é ser colorado, entre tudo se ainda eu fosse um torcedor. Não, não sou um torcedor, eu sou colorado, e só quem é colorado sabe o que é viver o
Sport Club Internacional.

Só o colorado, é rolo compressor, e segue feliz a sua senda de vitórias
Só o verdadeiro guerreiro vermelho, faz do vermelho, épicas histórias.

Só quem é colorado, sabe o que é ter coração!
Só quem já chorou pelo Internacional sabe o que é chorar.
Só quem já sorriu pelo Internacional sabe o que é sorrir.
Somos todos o clube, que do povo, fez-se os cem anos de glória.

Ò Glorioso Internacional, que vivemos a exaltar.
Encontrei em teu futebol o meu despertar e a
Felicidade de cada meio ou fim de semana,
A alegria no peito, e a pureza na alma, a certeza
De que seu nome eu ostentarei mesmo na pobreza.
Mesmo na miséria, ou na riqueza, serei inter
E não haverá sequer um veículo de comunicação
Que irá me fazer mudar de idéia! Qualquer palavra
Que eu ouvir, seja da boca mais importante, ou chula,
Eu não irei entender.
Não irei entender por que não hei de entender.
Por isso sou colorado, e não torcedor.
Por que ser colorado, ultrapassa todas as barreiras da física, química
Ou da biologia, até mesmo da filosofia, ser colorado é simplesmente
Poder ter o direito de sorrir todos os dias, de poder pular de alegria,
De ter cada dia mais um pedaço vermelho em meu corpo, de ser
Cada dia que passa mais um entretido na tua grandiosa história.
Ser colorado também não é simplesmente ser, é também amar.
Encontrei no vermelho do sangue a cor do meu time, e me tive
Perdido em nervoso estado, após diretamente do Japão
Nosso Índio arqueiro caído ao chão com seu nariz quebrado.
Foi alvo não de um cotovelaço, mas de uma zica mundial.
Poderia haver o que houvesse, naquela noite de dezoito de
Dezembro em Yokohama, algo iria acertar o nariz de Índio,
E se assim aconteceu, é por que assim estava certo.

Quem sabe deus se foi ele que enviou este teste á Índio,
Quem sabe se foi o próprio deus que causou isto, apenas
Para tornar nossa vitória mais suada, mais aguerrida, e merecida.
Quem sabe foi mesmo o deus que sussurrou das nuvens para Índio:
- Querido filho, se quiseres vencer terás de ter garra e confiar em si próprio,
Só assim você se tornará um vencedor de fato, direito, honra e mérito.
Dito e feito, Índio ouviu as benditas palavras divinas, e logo após ser atendido
Voltou para o jogo como se nada tivesse acontecido, e tornou a terra vermelha.
Sim, foi o índio! Nada de Gabirú ou Iarley. Foi o Índio que mostrou pra deus
Que o internacional mereceu ser o melhor time do planeta terra no ano de 2006.
Coisa que o time algum, inclusive Barcelona havia feito.
E diante disto, fez-se as preces divinas e os merecimentos a parte, aquela bola
Aos 36 minutos e meio do segundo tempo, ia entrar seja do pé que fosse.
Iarley poderia ter chutado, faria o gol. Deus ainda lhe deu a chance de escolher o jeito
Que seria o gol do título mais importante da história do Sport Club Internacional.
Poderia ter passado para Luiz Adriano na direita, quem sabe se Luiz Adriano chutaria em gol, ou cruzaria para Adriano Cabecear para as redes? Mas Iarley foi arriscado...
E certeiro. Seu passe para Adriano foi tão milimetrado que revendo o lance em vídeo
Eu pude notar que não foi apenas Iarley que passou aquela bola, foi Deus também.
FOMOS NÓS TAMBÉM. E nossa senhora, que passe foi aquele?
Foi um presente de natal para Adriano Gabirú, e que chute foi aquele?
Vitor Valdez Tinha plenas condições de fazer a defesa, naquele chute meio
Trivelado e circunflexo de Adriano, novamente revendo os lances, pude constatar
Que Vitor Valdez tinha tudo para fazer aquela defesa, e que foi por um empurrão
Divino que Valdez acabou passando da bola e a mesma passou-se por cima para o gol.
Foi por um soprão divino que a falta cobrada por Ronaldinho passou ao lado do gol.
Clemer era tão experiente e ciente da situação que nem chegou a ir na bola, foi a fé.
É quase meio que inexplicável, jamais inacreditável. Mas sim inexplicável, inigualável.
Inexplicável por que o jogo Internacional X Barcelona não cabe a ter explicações.
E inigualável por que não lembro de outro clube sendo campeão de igual jeito.
Inter, tu me ensinastes a ser colorado.

Ser colorado é uma coisa que vem com o tempo.
É ao mesmo tempo estar dentro e fora da realidade, e nunca ser torcedor de momento.
E também me ensinastes a ser cego, ser acreditável, e a não saber as coisas.
Após a bola chutada por gabiru, cair no fundo da redes, eu não soube mais o que fazer.
Eu estava sentado na sala, no sofá que fica bem de frente para a Televisão, e minha mãe
Colorada desde pequena, Deitada no sofá que ficava de lado para a televisão, proporcionando ao mesmo tempo conforto e ótima visão, porém nosso estado mental, nervosismo mudou o jogo, ao invés de escorados no encosto do sofá, estávamos mordendo os dentes, sentados numa posição de quem queria nada mais que ver aquela final do mundo. Quando Iarley deu a caneta em Puyol, e eu vendo o campo todo livre, com 3 atacantes e 2 zagueiros na frente da área, eu pensei, se for é agora!
Quando aquela bola finamente chutava por Adriano passou a risca e avermelhou as redes com seu vermelho e branco circuferencial, eu dei um pulo tão forte, que quase me fui ao teto, ao mesmo tempo olhando para minha mãe gritando, eu não sabia se eu chorava. Eu não sabia se eu gritava ou se continuava pulando. Eu não sabia se sorria ou se vibrava! Acabei por fazer todas essas coisas ao mesmo tempo! E obrigado Deus, como foi bom esse momento. Fiz tudo isso não sei em quanto tempo, não sei em que tempo, e também não me vale saber. Foi tão inigualável que até o meu pai, que é gremista, saiu da mesa do café da manhã para vibrar com a gente.
Após isto tudo, sentei ao lado de minha mãe e ficamos de mãos dadas até o jogo terminar, e então a comemoração se repetiu, foi em dobro. TUDO EM DOBRO.
Chorei o que eu não chorava desde o parto, abracei tão forte o quanto eu nunca abraçara antes, e gritei tão alto que fiz de minha garganta um alto falante de 1000 wats.
Foi o melhor momento da minha vida.
E é por coisas assim que só quem é colorado sabe o que é ter coração.
E além de tudo(o mais importante), sabe como usá-lo.


Foi a manhã em que eu me fiz além do colorado pro resto da vida (que eu já era)
Me tive para mim mesmo, um colorado para até depois da morte. Me intitulei colorado dentro de minha alma, e com minha alma seguirei vagando em vermelho até o infinito dos tempos. Como havia dito, Internacional.
Encontrei não só no seu futebol, meu despertar
Mas também no seu existir, o meu viver.
Encontrei também no seu vermelho o entardecer.
Encontrei no teu jogar, a minha razão de torcer.
E achei...
Sou colorado e nada muda este sentimento.
E a cada dia que passa, eu demonstro que te quero mais.
E tudo, Internacional, o que fizeres que for para mim,
Retribuir-te-ei de acordo com tua grandeza.
Sou apenas mais um de tua numerosa torcida.
Tua numerosa, comprometida e qualificada torcida.
Sou um rapaz que usa a camiseta do inter quase todos os dias,
Sempre que cubro a cabeça, uso a toquinha de verão do colorado
Que sempre que jogo futebol com tênis, uso o meião do inter
Que sempre que entro na Internet, a primeira coisa que vejo é inter.
Que sempre que respiro, respiro um ar rubro. É a mesma centelha
Rubra que tem o poder de queimar. Que sempre que acordo, vejo uma série de bandeiras que eu mesmo comprei e pendurei na parede de meu quarto, ao lado de uns 14 encartes de jornal e vários pôsteres de é campeão. Me tenho como um ser quase que completamente avermelhado. E de estrelas meu manto sagrado é coroado. E de sorrisos
Seus torcedores são colorados, que de alegres emoções compõem sempre um beira-rio lotado. E diante de tantos corações, de vermelho e branco amontoado, têm-se um
Sport Club Internacional, digno de ser gaúcho, forte aguerrido e bravo.
Sou cada jogo mais feliz ao teu lado, centenário Internacional.
Sinto-me a cada vitória mais apaixonado, e a cada derrota saio dali ainda mais colorado.
SPORT CLUB INTERNACIONAL, DESDE SEMPRE, PARA SEMPRE.



Por Lucas Pitta Klein.
02/03/09