Vi nas folhas, seu sorriso
Vi no céu, o seu olhar
Senti a harmonia no vento
Senti a paz do ar rolar
De braços abertos
Olhei para o horizonte
Vi o que não havia lá!
Tremendo ao frio do prado
Sobrevoa o monte
O fino e livre sabiá
Á paisagem do serrado
Prazeroso ao qual sonhar
Uma tarde deitado na grama
Espiando o sol raiar
Aprecio a vista longa
Do morro que está à nos mostrar
Um belo entrecorte solar
O broto do renascer do sol
Enxugado ao musgo
Faz a vida valer mais a pena
Faz a alma liberar
Tudo o que a condena
Faz o corpo sentir
A santa paz suprema
Faz você ouvir
O mais lindo poema...
Enfim, recorde, reviva
Suba até o fim
Faça parecer que é para você
E não para mim
Tal prazer natural
Um banho de água e sal
Uma soneca ao entardecer
Um lanche pra depois poder
Retomar a caminhada
Pela trilha mais explorada
Pelos cantos mais perigosos
Contra os bichos mais venenosos
Contra os raios ultravioleta
Com um pouco de fé na cabeça
A vitória é nossa.
Voltaremos, e novamente
Seremos felizes
Cultivando as raízes
Contemplando o tronco
E colhendo as folhas
Quero na vida
Não ter outra escolha
A não ser
Voltar aqui.
sábado, 21 de junho de 2008
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