quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Desgraças.

Que sem graça, todos são diferentes
São independentes..

Todos eles, crentes
Cada um, de cada é ruim
Não gosto, não me agrada
Bons são poucos ou nem
Conheço

Considero bem, só quem bem conheço
Não me esqueço dos detalhes
Das certezas, e das ironias
Das razões de simples alegria

Que sem graça, sem diversão
Ninguém pra me fazer sorrir
Ninguém pra eu me iludir
Todos eles, indispostos
E indiferente sou eu
Apenas eu.

Eu sou o que quero, não o que dizem
Eu faço o que bem entendo
E o que entendo..
É formado na opinião geral
Em torno de mim
Penso muito antes de falar
Tentar imaginar, se todos
Irão gostar, da dita á bradar

Sou único e sou só eu
Sei que eu é que sou certo
Sei que sou eu.. eu,
Que tenho sido ridículo
Que hei de ser mais ainda
Por sonhos que ainda hão de vir

Minha opinião egocêntrica e generalizada
Ainda não é a própria, pois
Sempre, o mundo arruma um jeito
De fazer mudar tudo aquilo
Em que acredito

Que sem graça, todos são feios
Bom, se não são, feio é ele
Se não sou, lindo como sempre
Apenas a via do destino tem
O mundo nos diz
Para onde podemos ir
E nossas escolhas irão dizer
Para onde iremos

Que sem graça vocês, que nojo
Que bobice chata, que é
Ver duas pessoas em minha frente
Sendo que só pude até agora
Avistar uma.

Que sem graça, o mundo não gira
O mundo não muda, não dá voltas
O mundo parou, parou por que parei
Parei de acreditar em tudo
Passei a ouvir a experiencia
E a pensar sabiamente
Parei de ser aquela coisa que eu era
Aquela coisa cheia de infâmia
E de risadinhas por todos os lados

Que sem graça, que diferença
A criança de hoje, não pensa
Apenas vive estáticamente no mundo
Enquanto a eletrônica resolve por eles
Enquanto a sua coca estiver no copo á frente
Não tiram a bunda gorda e sebosa da cadeira

Só sei que quando eu sou eu mesmo
Eu sou o que sempre quis, sou o cara!
Perseverante quanto ao futuro
E indagando cenas passadas..

Que sem graça, ninguém há de igual
Não acho alma tão ligada à mim nesse mundo
Nunca vi ninguem com as mesma vontades
Os mesmos poderes, os mesmos dias
Por tudo o que passei, e hei de passar
Que sem graça, sem expressão
Sem ter fundação, viver em união
Unidos por razão, por destino
Nunca vi nada de igual..
Não procurei?

2 comentários:

Rafaela Kley disse...

Profundo esse teu texto querido! Mas gostei, tu tem essa facilidade incrível de escrever poemas!
Beijos

isso é um teste disse...

O cara que não encontrou o amor verdadeiro, e se questiona sobre o que deve ser a vida além disso.