sábado, 30 de agosto de 2008

Gente descontente

Broto meu, d'quele que vivente
Esqueceis vosso lírio
E preocupai-vos com isto.

Insisto na loucura
Quando sorrir não posso mais
Hão de vir dias melhores
E estes ruins
serão deixados para trás

Visto que irá melhorar
Escolhas a mais terei
Preocupai-vos com o futuro
Rezai-vos a nós todos
E a todos vocês!

Tal silício no bairro, despertaria
Eram oito da noite, e a fenix se ia
Na descontente alegria do estar bem
Bem mal, em agonia, enquanto o dia
Não raiar do lado de lá da vida
Flor fina, e rica do pólem, ser vil
Peguei-a com força, se auto-destruiu.

O olhar que avista na escuridão
Na vasta vagem, floresce paixão
Em impecável situação, seja não
Esteja sempre á mão, ao alcançe
Do coração, da ilusão, diga não
Ó, filantrópico poeta da imaginação
Deixais sós os que não se por si dão
Era a fome, inigualável em pão
Era um homem, sem um broto de perdão.

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