O vento anterior, n’aquela
Que paira á janela, resfria
O balde de água fria, derrama
A severa deixa, de ser o amor.
Pela parede escuto sua voz
Na vida, na terra, estremece
Esquecei-vos da glória
E lutemos para o amanhã;
Meu peito estufa sangue e ardor
Meus lábios esmurram o arpoador
Seu olhar no fim do dia... Me fez
Merecer a alegria, da vida.
Passada a hora de a hora passar
Meu caminho encurtou, e no teu
Passo, segui meu adiante.
O restante do que sobrou na parede
Na estante, na vida, da vida.
Quero minha bandeira, grito e rubro
Fiz meu alegre ser um mundo
Deixei de ser vagabundo
Procurei no fim da vida estar do teu lado.
E ser teu sangue e história, colorado.
Assemelha o raiar da manhã
Acordar do teu lado, amanhã
Cadente do seu sono, perfurado
Que numa pisadela e beliscão
Virou o bem-amado.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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